BPW Brasília

SHIS QI 05 bloco F sala 103-A Centro Comercial Gilberto Salomão - Lago Sul
Setores Complementares - Brasília/DF
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HISTÓRIA DA BPW E DE SUA FUNDADORA
Lisa Sérgio, escritora, registrou a obra de Lena Madesin Phillips, no livro “Uma
medida cheia”, extraindo da autobiografia da fundadora da BPW Internacional. Nele
consta que ela nasceu, nos Estados Unidos, em 1881, em “um lugar agradável para
nascer, Kentucky”, pois era assim que Lena gostava de dizer.
Lena Madesin Phillips, advogada norte-americana, que viveu no século passado
e fundou uma das mais influentes organizações de mulheres, a Federação Internacional
de Mulheres de Negócios e Profissionais- (The International Federation of Business and
Professonal Women -BPW International). Lena foi uma espécie de tecelã mater. Os fios
que ela teceu, sem egoísmo os lançou para o mundo, dando início à rede de mulheres de
negócios e profissionais.
Na época em que a BPW Internacional foi fundada “existiam meia dúzia de
entidades internacionais militando pela igualdade política, educacional e social entre os
sexos, mas Lena Madesin Phillips há muito estava convencida pois acreditava que
nenhuma forma de igualdade poderia durar, ou ser efetiva quando conseguida, a menos
que tivesse uma sólida base econômica. Assim, por aproximadamente quinze anos, ela
centralizou seus esforços em organizar mulheres que ganhavam seu próprio sustento
com trabalho ou uma profissão, começando em seu próprio país, os Estados Unidos,
onde ela alcançou seus objetivos em 1919”, diz a autora, Lisa Sérgio.
BPW INTERNACIONAL
No dia 26 de agosto de 1930, 10 anos após os Estados Unidos darem direito a
mulher de votar, e 11 anos após criar a primeira BPW, a advogada americana tomou por
base a associação pioneira para fundá-la internacionalmente, tendo como local, a cidade
de Genebra, Suiça.
A escolha de Genebra para a Conferência Internacional foi lógica. A Liga das
Nações era sediada lá, e havia também muitas organizações internacionais. Muitas
mulheres distintas foram representando seus governos como delegadas da Liga e
membros de comissões, ou a serviço da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
que foi indispensável a sua cooperação para o lançamento da organização que Medesin
estava lutando para conseguir. Por vários meses, Madesin se correspondeu com duas
mulheres proeminentes e capazes baseadas em Genebra: Dra. Maria Castellani, da OIT,
e Marie Ginberg, da Liga das Nações.
A Conferência de Mulheres de Negócios e Profissionais, aconteceu no período
de 24 a 26 de agosto; e a data de 26 de agosto, considerada como o Dia da Igualdade
Feminina, foi também o dia da fundação da BPW Internacional, e isso se deve ao
trabalho de Lena, que não mediu esforços para colocar as mulheres em patamares
elevados as empoderando em suas carreiras.
Foi definido na fundação que a BPW teria em seus objetivos: promover as
relações amigáveis entre as mulheres de todos os países, cooperar nos interesses em
comum e trabalhar para maiores padrões de serviços a comunidade e nações; deveria ser
estritamente apartidária e não sectária.

São palavras de Lena Madesin Phillips, durante a fundação da BPW
Internacional: “Vamos nos unir e ver o que podemos fazer. Aqui está uma oportunidade
para trabalho duro, e até mesmo controverso e a semelhança em ser desvalorizada e
incompreendida. Mas aqui está também a oportunidade para um novo serviço”.
Em um dos discursos mais significativos de sua exitosa carreira, a advogada
Lena Madesin Phillips disse na noite de 26 de agosto de 1930, em Genebra-Suíça,
quando acabava de ser fundada a BPW Internacional, que as mulheres encontrariam
nesta rede novas oportunidades, mas também novas grandes responsabilidades. E
deixou o aviso de que “aquelas que constroem novas organizações devem também saber
como enfrentar os descrentes e os questionadores que dirão não só ‘o que está
conseguindo?’, mas também ‘o que eu ganho com isso?’. Na verdade, nós devemos ser
capazes de enfrentar críticas mais duras do que essas, mas, se nosso propósito for certo,
se nós tivermos fé, visão e coragem, a realização virá”.
A proposta da fundação foi acolhida pelas delegadas que representavam 16
países na Conferência de Genebra, da qual participavam cerca de duzentas mulheres. Na
primeira diretoria, mulheres de negócios e profissionais dos Estados Unidos, Itália,
França, Áustria, Grã- Bretanha.
A organização completou 100 anos, no dia 26 de agosto 2019, e está presente
nos cinco continentes, em cerca de 100 países, distribuídos nas nações: África e Países
Árabes; América do Norte; América do Sul, Central e Caribe; Ásia, Oceania e Europa.
Em nível mundial tem assento e status consultivo em várias organizações e
agências mundiais, a exemplo da Organização das Nações Unidas-ONU, Unesco,
Organização Internacional do Trabalho; UNIFEM- Fundo de Desenvolvimento das
Nações Unidas para a mulher; e ECOSOC - Conselho Econômico e Social das Nações
Unidas.
Hoje a BPW Internacional é presidida por Armany Asfour, da BPW EGITO; e a
equatoriana, Diana Barracan, é a Coordenadora da BPW na América Latina.
A BPW NO BRASIL
O legado deixado por Lena Madesin Phillips ganhou o mundo e a BPW chegou ao
Brasil, 20 anos após a sua morte. Foi na década de 70, época considerada de grande
importância para a liberação feminina, que foi fundada no Brasil a primeira organização
da rede no país, a BPW São Paulo, em março de 1975. E em 28 de abril de 1980, foi
fundada a BPW Brasília.
No dia 17 de agosto de 1987 foi fundada a BPW Brasil, durante o Congresso da BPW
Internacional em Haia - Holanda. Na época tinham três organizações no país: A BPW
São Paulo, a BPW Brasília e a BPW Joinville (hoje BPW Florianópolis).
A diplomação da BPW Brasil, na época com a sigla de FAMNP ocorreu no dia 17 de
agosto de 1987, com a seguinte composição: Presidente, Maria Paula Caetano da Silva;
Primeira Vice-Presidente, Marta Bittar Cury; Segunda Vice-Presidente, Ivete Senise
Ferreira, Secretária; Amália Ruth Borges Schmidt; e Tesoureira, Maria Inês Fontanelle
Mourão. Essa composição foi a responsável pela fundação da BPW Brasília, com apoio

da Associação Comercial do Distrito Federal. A presidente da BPW Internacional na
época era Tuulikki Jusella (BPW Finlândia).
A Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais – BPW
Brasil é uma OSC – Organização da Sociedade Civil, pública, apartidária, filiada à
BPW Internacional. Compõe um espaço social, intelectual ativo integrado por
empresárias, executivas e profissionais das diversas áreas de produção e do
conhecimento, que se constituem em fonte de experiências que podem ser
compartilhadas com mulheres BPW de todo o mundo.
A BPW tem status consultivo no Conselho Econômico e Social das Nações
Unidas – ECOSOC, na Organização Internacional do Trabalho – OIT e Organização
Educacional e Cultural da ONU – UNESCO. É parceira do ITC – International Trade
Center – ONU. Possui representantes em diversas agências especializadas de órgãos
internacionais como: UNICEF, UNIDO, WHO, UNIFEM, UNCTAD, FAO e ILO. Está
representada na ONU MULHER como organizadora e participante com 20 delegadas
das assembleias do CSW – Comitê do Status da Mulher, que acontece todos os anos em
março, em Nova Iorque.
No Brasil, a BPW relaciona-se com entidades congêneres nacionais e
internacionais e participa de projetos apoiados por organismos nacionais e
internacionais. Tem assento no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher – CNDM,
além de ser parceira de empresas públicas e privadas.
BPW BRASÍLIA
A BPW-BRASÍLIA é uma Instituição de pessoa jurídica de direito privado,
constituída em 28/04/1980, tem vigência por tempo indeterminado na cidade de Brasília
– Distrito Federal, onde tem sede e foro e foi criada nos termos dos Artigos 53 e 61 do
Código Civil Brasileiro para fins não econômicos, regida por estatuto e regulamento
interno de acordo com a Constituição da BPW Brasil.
No Distrito Federal, tem acordos firmadas com os Correios, com a Rede
Internacional de Excelência Jurídica, com a Secretaria de Empreendedorismo, com a
Secretaria da Mulher. É parceira do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos
Humanos, da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, do Programa Pátria
Voluntária, da Fecomércio, do Sindivarejista, da ACDF, do Sebrae, do Codese e de
várias outras importantes instituições.

Missão

Agregar mulheres de negócios e profissionais, orientando e coordenando seu
desenvolvimento pleno nas esferas de Poder Público e de Mercado.

Visão

Ser reconhecida como protagonistas no desenvolvimento feminino, atraindo e
mantendo personalidades femininas da comunidade, empoderando-as, proporcionando
troca de experiências e aprimorando o empreendedorismo. E ser também influenciadora
na criação de políticas públicas para mulheres.

Valores

A mulher nem sempre desempenhou as mesmas funções na sociedade. Se em
outras épocas, ela ficava circunscrita às paredes de sua casa, hoje a mulher “abandonou”
o lar e foi para o mercado de trabalho objetivando compor a renda familiar.
A figura da mulher, de elemento secundário, passou a ser algo extremamente
importante na sociedade atual, onde ela exerce cada vez mais um papel de protagonista,
embora ainda sofra com as heranças históricas do sistema social patriarcal em seu dia a
dia. Com o tempo, graças às lutas promovidas, a mulher vem conseguindo aumentar o
seu espaço nas estruturas sociais, abandonando a figura de mera dona de casa e
assumindo postos de trabalho, cargos importantes em empresas e estruturas hierárquicas
menos submissas.
Apesar de uma maior presença no mercado de trabalho, ainda há uma
desigualdade no que se refere aos diferentes gêneros. A mulher, em muitos perfis
familiares, acumula tanto as funções trabalhistas quanto as domésticas e até as maternas,
ficando, muitas vezes, sobrecarregada. Além disso, o número de mulheres ocupando
cargos de nível superior nas empresas ainda é menor, embora elas constituam a maioria
apta a pertencer ao mercado de trabalho.
Nos cargos políticos, apesar de termos superado o fato de nunca ter havido uma
presidente mulher no Brasil – e em outros países da América Latina, tais como
Argentina e Chile –, ainda é desigual a comparação entre mulheres e homens nos cargos
executivos, legislativos e judiciários.
Embora o papel da mulher na sociedade venha se tornando cada vez maior e
melhor, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados. É preciso, pois, combater a
cultura machista na sociedade (e isso não significa “combater os homens”!), melhorar o
acesso das mulheres a postos de trabalho e cargos elegíveis, promover melhores
salários, efetivar o direito da mulher sobre o seu próprio corpo e sobre a sua liberdade
individual, além de efetivar a proteção de mulheres ameaçadas em seus cotidianos.
Na certeza de que é por meio do empreendedorismo que muitas mulheres
encontram uma forma de se sustentar e ganhar espaço na sociedade; pois além delas
abrirem seu próprio negócio com a finalidade de sustentar a sua família, elas, também, o
fazem pela satisfação pessoal; e, além disso, acreditar que o empoderamento feminino
passa pela capacitação é que a BPW BRASILIA contempla anseios, dissemina
conhecimentos em um curto espaço de tempo, sendo capaz de emergir várias temáticas,
a ponto de desvelar pontos fundamentais em direitos humanos, em direitos das mulheres
e, focando ainda, na erradicação de toda e qualquer forma de preconceito e
discriminação, sejam eles, étnico, racial ou de gênero, garantindo, assim, de forma ética,
o respeito e a diversidade.

Produtos e serviços

A BPW tem como objetivo congregar e orientar mulheres na busca do seu
desenvolvimento profissional e de liderança em todos os níveis e em qualquer esfera da
comunidade, por intermédio de conquistas de direitos, capacitação, mentoring,
networking, programas e projetos de empoderamento, em qualquer esfera da
comunidade; mantendo perfeita consonância com os interesses do poder público e
integração harmoniosa com a iniciativa privada, e com Associações, Sindicatos,
Federações, Confederações, Embaixadas e Organizações não Governamentais locais
e/ou Internacionais.